(11) 4023-1145 (11) 94954-9145 contato@clinicaspavanatto.com.br
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Terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química

Terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química

A dependência química é um problema que vai além de uma doença “comum”. Além de ser um problema de saúde, também é pode ser definida como um problema social e um mal que afeta não só o corpo. Mas também a mente do indivíduo. Neste artigo nós vamos falar sobre a terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química. Continue lendo para saber mais!

Antes de mais nada, precisamos entender o que é a terapia cognitivo-comportamental. Também conhecida pela sigla TCC, ou popularmente apenas por “terapia”, a terapia cognitivo-comportamental é uma forma de psicoterapia que se baseia no conhecimento empírico da psicologia.

Ela abrange métodos específicos e não-específicos (com relação aos transtornos mentais) que, com base em comprovado saber específico sobre os diferentes transtornos e em conhecimento psicológico a respeito da maneira como seres humanos modificam seus pensamentos, emoções e comportamentos, têm por fim uma melhoria sistemática dos problemas tratados.

A terapia cognitivo-comportamental possui tanto técnicas da terapia cognitiva como da terapia comportamental, tendo demonstrado ser uma das técnicas mais eficazes no tratamento de vários transtornos como depressão e esquizofrenias.

A terapia cognitivo-comportamental, da qual Aaron Temkin Beck é um dos pioneiros com seus trabalhos sobre depressão, teve seu uso rapidamente estendido para diversas outras patologias, entre elas a dependência química. Mas foi só a partir de 1993, com a publicação de Cognitive Therapy of Substance Abuse, por Beck e colaboradores, que a utilização da terapia cognitiva das dependências químicas se expandiu.

Um pouco mais sobre a dependência química

Um pouco mais sobre a dependência química

Agora que sabemos um pouco sobre terapia cognitivo-comportamental, vamos falar um pouco mais sobre a dependência química.

A dependência química atinge 4 entre 10 famílias brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD). Um dado preocupante de um problema cada vez mais visível na sociedade. E como falamos antes, a dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mundo, são mais de 3,5 milhões de dependentes químicos. E este número vem crescendo, infelizmente.

A dependência química ainda é um tema nebuloso, onde poucas pessoas têm uma noção clara do que ela de fato significa. A opinião popular costuma relacionar a dependência química com falta de caráter, má índole, ou algo semelhante. Mas isso é um equívoco. Claro que existem situações assim entre dependentes químicos. Porém, o caso não pode ser generalizado.

Como a terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química funciona?

Como a terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química funciona

O método funciona da seguinte forma: situações atuam como estímulos de alto risco e esses estímulos, podendo ser internos ou externos, ativam crenças centrais sobre o indivíduo, o mundo e o futuro e as crenças sobre o uso de drogas. Uma vez ativadas, essas crenças, que geralmente não são conscientes, levam ao surgimento de pensamentos automáticos.

Os pensamentos automáticos desencadeiam o surgimento de sinais e sintomas fisiológicos interpretados ou reconhecidos como fissura. Regido pela fissura e autorizado pelas crenças facilitadoras, o indivíduo planeja e providencia o acesso à droga e inicia seu uso.

Ao usar a droga, é desencadeado o desejo de continuar e ao mesmo tempo sentimentos de culpa e fracasso (Efeito de violação da abstinência – EVA). O desconforto psicológico então ativa mais crenças disfuncionais e o ciclo se reinicia.

A terapia cognitivo-comportamental ajuda na compreensão de que a partir do momento que se aprende a avaliar os pensamentos de forma mais realista e adaptativa, há uma melhora no estado emocional e comportamento. Encarar uma situação a partir de uma nova perspectiva pode fazer com que o paciente se sinta melhor e passe a ter um comportamento mais funcional.

Por isso, aprender como reconhecer e mudar pensamentos automáticos e utilizar métodos comportamentais que ajudarão a lidar com os ativadores dos sintomas, se tornam habilidades adquiridas imprescindíveis na redução do risco de recaídas.

A Clínica Pavanatto conta com excelentes profissionais terapeutas que são especialistas em terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química. Para saber mais, entre em contato conosco. Ficaremos felizes em poder falar com você!